Feria
20:59 | Author: Baile Átha Cliath


Senhores, a situação está periclitante. Simplesmente a maior seqüencia (enfiada) de festas da minha vida. A feria de abril, que esse ano foi em maio, é uma semana inteira de feriado que se parece com a semana farroupilha. Uma determinada parte da cidade se enche de cassetas (piquetes) que podem ser públicas ou privadas - só é possível entrar em uma casseta privada se tu és convidado - e o pessoal vai tomar trago vestido com trajes folclóricos. Emendamos várias festas, churrascos, esquentas e etc nessa semana, foi barra pesada. Hoje, acho que ainda vou lá dar uma passada porque amanhã vamos todos pra praia.

Só vou escrever isso hoje porque a feria ainda não acabou, não deu para avaliar ela integralmente ainda.

Fui!
Família é coisa pra se guardar...
20:58 | Author: Baile Átha Cliath

...do lado esquerdo do peito!


Comecei a escrever isso aqui com a intenção somente de agradecer ao pessoal de Barcelona por ter me recebido tão bem. Acabei chorando pela primeira vez desde que cheguei aqui na Espanha, e acho que pela segunda vez em continente europeu.

Me dei conta de que, é a segunda vez que a Emília me recebe na casa dela e que pela segunda vez passamos pelo ritual de se encontrar em território distante. Dessa vez registrei em vídeo o momento, que segue no link abaixo:


Devo um montão pra ela, te amo prima!
!Barcelona es poderosa!
19:37 | Author: Baile Átha Cliath

É pessoal, finalmente conheci Barcelona. Tinha, no mochilão de 2009, esse destino na minha rota mas infelizmente na ocasião não foi possível ir a cidade.

Até então, eu conhecia uma grande metrópole européia que é Londres. As demais cidades, ainda que tivessem importâncias distintas (cultural e/ou histórica por exemplo), não tinham um peso tão significativo de ordem econômica atualmente, pelo menos não explicitamente.

Grandes cidades européias que eu conhecia (tirando Londres):

  • Berlin - indústria de turismo e serviços muito desenvolvida, mas por sua história unica, e condições de sitio que a cidade enfrentou, não tem uma indústria muito pujante;
  • Roma;
  • Viena.
Barcelona logo na chegada já se mostrou uma potência. A estrutura proporcionada para os turistas é a melhor que eu já vi na minha vida. O volume de informações, organização, freqüência do transporte público, qualificação do pessoal que trabalha nessa indústria e etc foi de tirar o chapéu.

Uma das coisas que eu mais pagava pau pra Londres é o seu transporte público. Amplo e integrado. Em Barcelona, não só amplo é o transporte público (claro que se trata de uma cidade bem menor que nem tem muito para onde se expandir segundo meu ex colega de trabalho Lorenzo) como também ainda mais integrado, na medida em que, além de ônibus e metro, existe um bondinho que está "incluído no pacote". As estações de metro, especialmente as mais novas, estão todas decoradas com temas não publicitários, ou pelo menos com um nível de poluição visual bem menor do que poderia ser. Em uma das estações, que não me lembro do nome agora, de cada 8 painéis 1 era de publicidade. Todos os demais tinham um "Q" artístico como por exemplo uma mescla de borboletas e folhas secas em um fundo branco, muito bonito.

Aliás, a cidade respira arte. É evidente o capricho, atenção e dinheiro que é investido neste quesito. Em muitos detalhes onde o mais fácil e barato seria fazer algo mais simples, existe algum diferencial que individualiza a cidade.

Para não tornar tão longo esse post, vou apenas contar um fato curioso que ocorreu logo que eu cheguei.

Já tínhamos recebido aqui em casa por 2 dias 2 gurias de Barcelona que são amigas de um amigo da Marina. As gurias não eram um mar de simpatia e constantemente falavam em catalão na nossa frente, na cara dura. Rodrigo, creio que seguindo meu exemplo, deu no meio delas um dia aqui de tarde e perguntou porque não falávamos todos em português. BEM RODRIGO! Além disso, já tinha recebido inúmeros relatos de que os catalães não são lá muito amigáveis e são bem fechados e arrogantes. Aconteceu que, quando cheguei no aeroporto de Barcelona, fui até um quiosquezinho de atendimento a turistas para me informar como chegar ao apê da Emi. O nome da rua é "Lluis qualquercoisa", estranhei um pouco o "LL" no início do nome Lluis e perguntei pra moça se aquilo estava realmente certo. Ela respondeu: "Sim, é catalão!". hehehehe, na hora, na chegada, no meu primeiro contato, já vi que para os turistas eles fazem questão de deixar isso bem claro.

Tirando isso, claro que toda a estrutura de comunicação da cidade está em catalão. Nos lugares turísticos a ordem é a seguinte: 1. Catação, 2. Inglês e 3. Espanhol.

Mais ou menos isso aí galera, conto mais (e muito mais) ao vivo mostrando alguma foto.
23 anos
22:51 | Author: Baile Átha Cliath

Ontem completei 23 anos de idade.

Nasci 17/3/1988. 23 anos, 1 dia e muitos fios de cabelo a menos depois teclo daqui de Sevilla aos meus queridos - e a mim mesmo, claro.

Ontem foi dia de inaugurar uma nova fase. Primeiro porque estou começando a me sentir totalmente integrado a Sevilla, depois porque foi a primeira vez que provei Absinto. Essa é uma etapa importante na vida de qualquer pessoa, a fada verde é de puta madre!
O pessoal organizou uma festona aqui pra mim, melhor do que eu mereceria. Teve feijão e estrogonofe para comer. Mas claro que foi com a bebida que algo curioso aconteceu...
Estávamos em um supermercado do Corte Inglés aqui perto de casa, encontramos a 51 (saudosa cachaça 51) sendo comercializada a módicos 13 euros. Nunca doeu tanto comprar uma cachaça. Não pensem que o sabor de uma 51 de 13 euros seja melhor do que uma de 4 reais. O gosto é o mesmo aquele que os mendigos da praça Garibaldi estão acostumados, a coisa é séria.
Ocorre que, duas prateleiras abaixo, encontramos essa garrafa de Absinto por 16 euros. O custo benefício, considerando a experiência unica de provar um Absinto, estava muito pendendo para a bebida verde (ainda mais que se tratava de dia de St. Patrick). Resolvemos investir um pouco mais e levar ambas garrafas.
Foi uma tremenda sassaricada aqui no apê na volta, um rebuliço. Preparamos a bebida que, em sua embalagem, vinha até com uma colherzinha especial para tocar o processo. É necessário apoiar essa colher no topo do copo com um cubinho de açúcar em cima. Pouco a pouco despeja-se agua gelada no cubinho até que o açúcar se misture com o néctar.
O saldo da noite foi uma misturada de: Cachaça, whisky, Tequila, Vodka, Absinto e Cerveja.
Colocando nesses termos da a impressão de que acordei no dia seguinte pelado em Triana só com um cocar de indio na cabeça e meu passaporte com um carimbo do Yemen. Mas na verdade as quantidades foram bem moderadas, fiquei de boaça.
Mais um capítulo sobre a internet...
09:37 | Author: Baile Átha Cliath

Hoje, depois de homologar mais de 3 protocolos junto a Orange (empresa telefônica da qual estamos contratando o serviço de internet), veio aqui um pessoal técnico e fez uma anarquia. O plano era deixar tudo funcionando, não deu certo infelizmente.
É necessário puxar uma linha nova e solicitar isso junto ao proprietário. Já o chamamos e deixamos tudo engatilhado mas visto que essa novela já se estende por mais de 2 semanas, fica a sensação de que nunca teremos uma internet boa que seja somente nossa.
Por hora o vizinho concordou em dividir a conexão dele até que o problema seja resolvido. A conexão é bem boa.
Veremos...
Inspiração
00:58 | Author: Baile Átha Cliath

Essas duas últimas postagens tiveram um certo delay. A data de postagem ideal, seguindo uma ordem cronológica, seria dia 19 deste mês. Tive um problema aqui com o Windows pirata e não consegui postar antes.

Bueno, bombardiei a galera com 3 postagens de uma só vez, só os muito guerreiros vão aguentar uma enfiada de 3 produções textuais made by Cauê de uma só vez. Os saúdo!

Algumas coisas importantes aconteceram nos últimos dias, minha matrícula, a primeira dor de garganta, o alinhamento completo e definitivo dos horários das aulas e etc. De tudo isso não tem nada que eu realmente queira me lembrar no futuro ou detalhar aqui com muita minúcia.

O que eu gostaria de registrar aqui, mais pra mim e para os grandes produtores de Hoolywood (Bollywood não, ainda mantenho a birra com indianos), é a onda de inspiração cinematográfica que estamos tendo aqui no apê. Tivemos idéia de 2 roteiros e algumas cenas aleatórias. Tudo bem basicão e cru, mas tem ocupado um bom tempo do pessoal nas rodas de conversas antes das noites.

1. Um homem começa a ter pesadelos cada vez mais intensos e frequentes. Nestes pesadelos ele a principio só agride pessoas e vaga pelas ruas. Na medida que o tempo vai passando os sonhos começam a ficar mais e mais violentos e ele começa a matar pessoas. Concomitante a isso, de plano de fundo, várias notícias sobre crimes noturnos começam a aparecer na mídia, jornais, televisão, rádio e etc. Ele vai pouco a pouco se dando conta de que ele é o agressor noturno através destas pequenas dicas (que os telespectadores vão se dando conta e se achando espertos por descobrir uns antes que os outros no transcorrer do filme) que vão acontecendo na medida em que a trama se desenrola. Ainda tem que achar espaço para colocar uma mulher atraente e uma criança no filme para que ele fique melhor, filme de terror bom tem que ter criança... hehehe

2. Um grupo de amigos chega de uma viagem de final de semana (tivemos a idéia quando voltamos da Sierra Nevada) e começa a desarrumar as suas malas. Um deles, no caso eu, deixa a camera digital ligada para gastar o resto das baterias dela - esta fica mirando pro alto. Nisso acontece de entrar alguém no apartamento e matar todos eles. Este é o inicio do filme.

Bah me dei conta que só pensei em filme de terror. Que mente mais psicótica. Acho que estou escutando muito Juliette and the Licks.


Todas las veintinueve
00:37 | Author: Baile Átha Cliath


É difícil escolher por onde começar quando tanta coisa aconteceu. Esses primeiros 14 dias na Espanha foram muito intensos. Neste mesmo período inicial em Dublin, eu ainda estava na etapa de conhecer a cidade, pegar um mapa e um pacote de cookies a tira colo e sair explorando alguma região da cidade que não tinha ido ainda, descriteriosamente.

Esse tipo de comparação vai ser muito frequente daqui pra frente, entre Dublin e Sevilla. Natural que eu analise essa nova experiência com a única referencia de cidade europeia que eu já tenha morado.

Entre as tantas coisas que aconteceram nestes primeiros dias estão: busca por apartamento, assinatura de contrato de apartamento, noite, ida a jogo de futebol – avantti Betis!, estabelecimento de muitos novos contatos, busca por flatmate, ida a espetáculo de Flamenco, tentativas de ficar borracho – todas em vão, sou imune a Espanha -, bate e volta para Cordoba, banho e massagem árabe, bate e volta para Granada, esqui na Sierra Nevada, quedas de esqui na Sierra Nevada, dores constantes pelas quedas no esqui de Sierra Nevada e etc. hehehe. Acho que consegui me lembrar da maioria das coisas, loucura.

É assim que eu começo a escrever sobre minhas aventuras e desventuras na Espanha. Com a expectativa de que em 6 meses será feito muito mais do que em um ano em Dublin.